Quando a morte inicia uma vida

Mesmo com a escuridão presente em toda minha eternidade, eu lhe amei. Algo impossível para alguém que vive de morte, e por que não, morto? Quando nossos olhos se cruzara pela primeira vez, avistei sua alma, pura, avistei a

imensidão da vida. E algo que não consigo compreender até hoje, não avistei a coisa que sempre me cerca, o medo.

Garota, como um pedaço de vida, puro e inocente, conseguira burlar meus próprios instintos, que há séculos me domina? Pobre garota, uma vida para se viver, por que focastes em mim? Um ser sombrio, que habita todos os lugares onde a escuridão domina. Um beijo que exaura tudo o que toca.

Abaixo da lua, na sua noite mais brilhante, você se ofereceu. Sua atitude mais bela de amor, trocando a vida pela morte. O seu amor de sangue quente que ainda pulsava em seu coração, aos poucos fora esfriando. Me perdoe! Lhe transformei em morte, querida! Lhe concebi um novo amor. Amar-te é como amar a morte, e isso me encanta, pois a morte, por um lado é nossa vida. Doce e amarga ironia, não? A escuridão é nossa, querida. A brisa gelada nos envolve, a lua nos banha com sua luz e as estrelas nos guiam até o lugar mais sombrio, os nossos corações.

William Heleno

ENGLISH VERSION

When The death starts a new life

Even with this darkness in my whole eternity, I loved her. Something impossible for someone living death, and why not dead? When our eyes are crossed for the first time, I saw her soul, pure, I saw the immensity of life. And something I can not understand to this day, I saw not the thing that always surrounds me, fear.

Girl, like a piece of life, pure and innocent, managed to circumvent my own instincts, which for centuries dominates me? Poor girl, a life to live, why focastes me? A shadowy being who dwells where darkness dominates. A kiss that exaura everything it touches.

The Moon at its brightest night, you offered herself. Its most beautiful attitude of love, exchanging life for death. Your warm-blooded love that still throbbed in her heart gradually cooling off. Forgive me! I turned into death, baby! I conceived a new love. Loving you is like loving death, and it delights me, for death on the one hand is our life. Sweet and bitter irony, no? The darkness is ours, dear. The cold breeze surrounds us, the moon bathes us with its light and the stars guide us to the darkest place, our hearts.

William Heleno

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